Métricas no Facebook já foram tema aqui no blog, quando um dos ganhadores do concurso cultural sugeriu métricas para mensuração da atividade nesta rede social seriam uma ótima pedida para a rede.
No mesmo post, abordamos as primeiras métricas oferecidas pelo Facebook para os donos de páginas.
Durante o “Facebook F8 developers conference“, Mark Zuckenberg deixou bem claro que o Facebook pretende se tornar o foco quando se trata de personalização social para tudo que acontece no meio on-line. As novidades lançadas na conferência prometem causar impacto também no mundo do e-commerce. Um exemplo que ajuda a entender esse suposto impacto é o sucesso e integração do botão mais famoso do Facebook, o “like/curtir”, que teve alta penetração em todos os segmentos na Internet.
O famoso botão foi aderido por mais de 50.000 websites até o momento e uma das novidade trazidas por Zuckenberg na conferência dizia respeito a abertura de uma ferramenta intitulada “Open Graph”, com o poder de oferecer aos administradores uma lista de todos os assuntos/posts/mensagens que ele(a) curtiu pela web.
Imagine então que grande parte das empresas tenha acesso a essa nova ferramenta, e que a utilização do conteúdo interessante para cada usuário seja feita por meio de personalização de conteúdo. É isso mesmo, os resultados dariam abertura a diversos ramos, permitindo uma comunicação super pessoal e dirigida. Que poder, hein?
E qual a influência que tudo isso pode causar para o e-commerce?
Veja os 5 possíveis efeitos que as métricas do Facebook podem gerar para o e-commerce de acordo com o site Mashable:
1 – O Amazon não será mais a única loja on-line com uma personalização sofisticada
Considerando que qualquer um poderá ter acesso ao Open Graph do Facebook, as preciosas informações obtidas nessas métricas podem ser aplicadas para personalizar lojas on-line. Os dados como compras anteriores e “curtir” determinado produto serão fortes aliados para as lojas. Muitas lojas já especulam a colocação dos produtos mais “curtidos” (Featured Produtcs) na homepage de seus sites.
2 – O Facebook gerará mais tráfego para as lojas online que o Google
Com uma integração mais refinada do Facebook, e a adição da rede no sistema de lojas, o Google poderá ser passado para trás.
Um exemplo de integração que está para acontecer é o login via loja, ou seja, quando você entra em determinado website de loja logrado em seu perfil no Facebook, o site terá o poder de fazer publicações a respeito da sua interação e compras. Postar compras no mural do usuário e confirmar pedidos seriam dois exemplos do que poderia acontecer futuramente.
Em pesquisa realizada pela Nielsen, foi confirmado que 90% das pessoas confia em recomendações de amigos, portanto o botão “like/curtir” seria uma forma perfeita de recomendar um produto.
3 – O Google adotará o protocolo Open Graph do Facebook
Não é difícil prever que, com o resultado positivo da liberação do Open Graph, “concorrentes” como Google e MySpace terão que aderir, ou melhor, aproveitar as facilidades e informações que as métricas trarão.
No caso do Google, é bastante provável que a ajudinha das métricas entre em conjunto com a busca. Dentre as possíveis opção dadas pelo site Mashable está inserida por exemplo, a busca personalizada(o Google resgataria informações que você “curtiu” para realizar uma busca única e mais pessoal).
4 – A utilização dos créditos do Facebook de forma mais ampla
Os créditos do Facebook servem hoje para a compra de pequenos produtos no meio on-line, não há matéria física. Mas, e se esses créditos pudessem ser utilizados como a plataforma Paypal? Os concorrentes que se cuidem!
Um dos principais benefícios da utilização do PayPal por exemplo, é a não necessidade de dividir as informações do seu cartão de crédito mundo afora. Pagamentos via uma só conta, alinhada ao seu perfil na rede parece uma idéia promissora…
5 – Recomendações ganharão força
Imagine-se visualizando determinado produto na Internet com boas recomendações (tudo bem, faz peso). Mas e se houver uma recomendação de compra de um amigo seu? Pois é, todos tendem a confiar melhor em qualquer recomendação feita por um real amigo. Portanto, as recomendações ligadas ao perfil do Facebook e por conseqüência aos seus amigos, terão mais peso do que recomendações gerais feitas por desconhecidos. Sem dúvidas, essa é mais uma boa notícia para o e-commerce quando se diz respeito a abertura das novas informações do Facebook.
Fonte: Mashable
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